Madeirada News

Vídeo mostra momentos de terror vividos por vítimas de crime no Cruzeiro

Militar é acusado de matar a esposa e um homem que acreditava ser o amante dela. O companheiro da segunda vítima filmou o crime
Vídeo mostra momentos de terror vividos por vítimas de crime no Cruzeiro
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Vídeo mostra momentos de terror vividos por vítimas de crime no Cruzeiro

Minutos antes de assassinar Francisca Náidde de Oliveira Queiroz, 57 anos, e Francisco de Assis, 42, o sargento da reserva da Aeronáutica Joenil Queiroz, 50, submeteu as duas vítimas e o sobrevivente da tragédia, Marcelo Soares Brito, 40, a longos minutos de terror, na sala do apartamento onde ocorreu o crime, no Cruzeiro Novo. Grande parte da cena transcorreu com a câmera do celular de Marcelo ligada. O Madeirada News  teve acesso com exclusividade às imagens.

crime aconteceu na noite de quarta-feira (12/6), no apartamento em que moravam Francisca e Joenil. Ele é síndico do prédio, que fica no Cruzeiro Novo. Na filmagem que Marcelo fez — um vídeo de 1 minuto e 27 segundos e outro de oito minutos e 51 segundos —, é possível ver Queiroz de pé na sala, enquanto os demais aparecem sentados no sofá. O sargento faz repetidas vezes acusações de que Francisco e Francisca estavam tendo um caso. Os dois negam sempre, e Marcelo é o mais dedicado a tentar acalmar o suspeito.
 
Joenil diz ainda que pessoas haviam contado de encontros em diversos lugares. Em seguida, fala que Francisco não merecia estar vivo. “Tem três coisas que acontecem com o Don Juan. Se o marido não descobrir, beleza. Se o marido descobrir, você perde a vista, perde o saco, ou a morte. Então você respeita a partir de hoje. Você é um moleque”, ataca o síndico.
 

"Avisa meus pais, tá?"

Como o conteúdo do segundo vídeo é muito violento (embora não tenha cenas explícitas, ouvem-se toda a ação e os gritos e choro das vítimas), o Correio optou, por respeito aos leitores, não exibi-lo (a primeira parte pode ser vista acima). No vídeo não publicado, Queiroz se mostra cada vez mais nervoso e se recusa a acreditar no que Francisca, Francisco e Joenil dizem. Marcelo continua tentando acalmá-lo, sem sucesso. Em determinado momento, ouve-se barulho de móveis, como se fosse uma gaveta ou armário batento. O rapaz, então, pede calma, nitidamente mais nervoso. "Seu Queiroz, calma", repete várias vezes. 
 
A câmara é apontada para o chão. É possível, então, ouvir o acusado dizer. "Vai ver como a gente resolve aqui." Francisco começa a chorar, enquanto seu companheiro pede calma. Sons que parecem ser o de arma sendo engatilhada são ouvidos. "Você não vai assumir?", pergunta o suspeito. "Entre soluços, a vítima diz: "Eu não fiz nada". Depois, pede: "Marcelo, avisa meus pais, tá?, qualquer coisa".
 
Marcelo continua: "Seu Queiroz, ele não fez isso. Ponho a minha mão no fogo por ele." Então, recebe a ordem: "Senta lá, senta lá". Ele se senta. O suspeito continua fazendo acusações e antes de dar o primeiro tiro diz: "Vamos resolver é assim".
 
Ouvem-se, então, quatro tiros. Após o primeiro, a mulher grita repetidas vezes "Ai, ai, ai", e o companheiro do homem morto suplica: "Seu Queiroz, seu Queiroz..." Quandos os tiros cessam, o acusado repete: "É assim que a gente resolve. Pronto. É assim que a gente resolve". Em seguida, acrescenta: "Acabei com a minha vida, mas acabei com quem me acabou."
 

"Foi horrível"

Francisco e Marcelo eram companheiros havia cinco anos e ex-moradores do prédio onde os assassinatos aconteceram. Os dois visitavam primas que moram no apartamento antes ocupado por eles. Quando já se despediam para ir embora, foram abordados por Joenil, que estava armado. O militar chamou Francisco para conversar, e Marcelo o acompanhou, para que o companheiro não fosse sozinho.
 
Relembrando o horror que viveu, Marcelo contou ao Correio que os quatro entraram no apartamento em silêncio e, lá, Queiroz mandou que todos se sentassem. "Ele começou a falar coisas que eu não sei de onde tirou. Disse ao Francisco que sabia que ele estava tendo um caso com a mulher dele, alegou ter vídeos dos dois juntos e mandou ele confessar. Se ela tinha um amante, não era ele. Coloco a mão no fogo por ele”, disse, emocionado. "Foi horrível. Ele deu um tiro na cabeça do Francisco e o sangue voou na parede", relembrou.
 
O sobrevivente conta que, depois dos tiros, conseguiu fugir correndo e pedir ajuda na rua. Joenil ainda correu atrás, mas foi pego por Policiais Militares assim que saiu do prédio. As primas de Marcelo chamaram os oficiais assim que a confusão começou. "Uma pobre senhorinha. Eu nunca soube nem o nome dela", chorou Marcelo, já na delegacia, depois de prestar depoimento.

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Minutos antes de assassinar Francisca Náidde de Oliveira Queiroz, 57 anos, e Francisco de Assis, 42, o sargento da reserva da Aeronáutica Joenil Queiroz, 50, submeteu as duas vítimas e o sobrevivente da tragédia, Marcelo Soares Brito, 40, a longos minutos de terror, na sala do apartamento onde ocorreu o crime, no Cruzeiro Novo. Grande parte da cena transcorreu com a câmera do celular de Marcelo ligada. O Madeirada News  teve acesso com exclusividade às imagens.

crime aconteceu na noite de quarta-feira (12/6), no apartamento em que moravam Francisca e Joenil. Ele é síndico do prédio, que fica no Cruzeiro Novo. Na filmagem que Marcelo fez — um vídeo de 1 minuto e 27 segundos e outro de oito minutos e 51 segundos —, é possível ver Queiroz de pé na sala, enquanto os demais aparecem sentados no sofá. O sargento faz repetidas vezes acusações de que Francisco e Francisca estavam tendo um caso. Os dois negam sempre, e Marcelo é o mais dedicado a tentar acalmar o suspeito.
 
Joenil diz ainda que pessoas haviam contado de encontros em diversos lugares. Em seguida, fala que Francisco não merecia estar vivo. “Tem três coisas que acontecem com o Don Juan. Se o marido não descobrir, beleza. Se o marido descobrir, você perde a vista, perde o saco, ou a morte. Então você respeita a partir de hoje. Você é um moleque”, ataca o síndico.
 

"Avisa meus pais, tá?"

Como o conteúdo do segundo vídeo é muito violento (embora não tenha cenas explícitas, ouvem-se toda a ação e os gritos e choro das vítimas), o Correio optou, por respeito aos leitores, não exibi-lo (a primeira parte pode ser vista acima). No vídeo não publicado, Queiroz se mostra cada vez mais nervoso e se recusa a acreditar no que Francisca, Francisco e Joenil dizem. Marcelo continua tentando acalmá-lo, sem sucesso. Em determinado momento, ouve-se barulho de móveis, como se fosse uma gaveta ou armário batento. O rapaz, então, pede calma, nitidamente mais nervoso. "Seu Queiroz, calma", repete várias vezes. 
 
A câmara é apontada para o chão. É possível, então, ouvir o acusado dizer. "Vai ver como a gente resolve aqui." Francisco começa a chorar, enquanto seu companheiro pede calma. Sons que parecem ser o de arma sendo engatilhada são ouvidos. "Você não vai assumir?", pergunta o suspeito. "Entre soluços, a vítima diz: "Eu não fiz nada". Depois, pede: "Marcelo, avisa meus pais, tá?, qualquer coisa".
 
Marcelo continua: "Seu Queiroz, ele não fez isso. Ponho a minha mão no fogo por ele." Então, recebe a ordem: "Senta lá, senta lá". Ele se senta. O suspeito continua fazendo acusações e antes de dar o primeiro tiro diz: "Vamos resolver é assim".
 
Ouvem-se, então, quatro tiros. Após o primeiro, a mulher grita repetidas vezes "Ai, ai, ai", e o companheiro do homem morto suplica: "Seu Queiroz, seu Queiroz..." Quandos os tiros cessam, o acusado repete: "É assim que a gente resolve. Pronto. É assim que a gente resolve". Em seguida, acrescenta: "Acabei com a minha vida, mas acabei com quem me acabou."
 

"Foi horrível"

Francisco e Marcelo eram companheiros havia cinco anos e ex-moradores do prédio onde os assassinatos aconteceram. Os dois visitavam primas que moram no apartamento antes ocupado por eles. Quando já se despediam para ir embora, foram abordados por Joenil, que estava armado. O militar chamou Francisco para conversar, e Marcelo o acompanhou, para que o companheiro não fosse sozinho.
 
Relembrando o horror que viveu, Marcelo contou ao Correio que os quatro entraram no apartamento em silêncio e, lá, Queiroz mandou que todos se sentassem. "Ele começou a falar coisas que eu não sei de onde tirou. Disse ao Francisco que sabia que ele estava tendo um caso com a mulher dele, alegou ter vídeos dos dois juntos e mandou ele confessar. Se ela tinha um amante, não era ele. Coloco a mão no fogo por ele”, disse, emocionado. "Foi horrível. Ele deu um tiro na cabeça do Francisco e o sangue voou na parede", relembrou.
 
O sobrevivente conta que, depois dos tiros, conseguiu fugir correndo e pedir ajuda na rua. Joenil ainda correu atrás, mas foi pego por Policiais Militares assim que saiu do prédio. As primas de Marcelo chamaram os oficiais assim que a confusão começou. "Uma pobre senhorinha. Eu nunca soube nem o nome dela", chorou Marcelo, já na delegacia, depois de prestar depoimento.

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