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Sexta, 03 de julho de 2020
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Denúncia

Família acusa unidade de saúde de negligência após homem morrer na recepção, em Luziânia

Secretaria nega demora em atendimento e disse que morte aconteceu após parada cardíaca. Caso foi registrado na Polícia Civil.

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A família de um servidor público de Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, denuncia que houve negligência no atendimento ao paciente em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). David Vaz Duarte Júnior, de 36 anos, morreu na recepção e parentes disseram que não havia médico no momento em que ele chegou. A Secretaria de Saúde nega que houve demora no atendimento ao paciente.

O paciente foi levado para a unidade na segunda-feira (23) após começar a ter tonturas e passar mal. Familiares disseram que ele tinha usado droga. Um vídeo mostra o homem sentado em uma cadeira de rodas, quase sem reação, esperando por atendimento.

Familiares disseram que David ficou esperando por uma hora na recepção, pois tinha que passar por uma triagem e, só depois, seria examinado. Porém, de acordo com os acompanhantes, o médico estava almoçando.

“A moça da triagem estava fora, demorou mais ou menos uns 20 minutos para ela vir e, quando ela chegou, ainda foi tentar fazer triagem em uma pessoa que estava morrendo”, disse a irmã dele, Iolanda Borges Duarte.

O caso foi registrado na Polícia Civil. Um dos familiares disse que David passou mal depois de usar droga e, que ao entrar em convulsão, já na UPA, uma funcionária disse que a situação iria passar. Porém, momentos depois, ele morreu.

A família disse ainda que o corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal de Formosa, porque os médicos não quiseram atestar a morte dele na UPA. Como a cidade fica a 140 de Luziânia, onde o paciente morreu, o enterro só aconteceu dois dias depois, no dia 25 de dezembro.

“Se ele fosse atendido ali, a gente não estaria aqui, no dia de Natal, uma hora dessas, enterrando um pai de família”, disse a prima de David, Lidiane Alves

Por telefone, o secretário de Saúde de Luziânia, Watherson Roriz de Oliveira, lamentou a morte do servidor público e negou que houve demora no atendimento. Ele informou que, no momento em que David chegou, três médicos trabalhavam na unidade.

Watherson relatou que o paciente chegou à unidade agitado e com pressão alta. Ele teve uma parada cardíaca e os médicos não conseguiram fazer a reanimação. O secretário explicou ainda que a decisão de encaminhar o corpo para o IML foi da Polícia Civil para que a autópsia defina a causa da morte de David.

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